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Carl o herói da terceira idade. Décimo filme de longa-metragem da Pixar, Disney Up segue a tradição de ousadias do estúdio fundado por John Lasseter, que chegou a colocar um rato na cozinha como herói do filme "Ratatouille" e a apresentar quase 30 minutos de imagens sem diálogos na abertura de "Wall.E". Protagonizado por um senhor da terceira idade, capaz de afastar as sempre abundantes ofertas de licenciamento no mundo da animação, "Up" aposta num ritmo mais lento, contemplativo, recheado de silêncios, que Lasseter credita à influência de Hayao Miyazaki, de "A viagem de Chihiro". "É o que nos permite focar nos personagens", afirmou Lasseter na coletiva. "O importante, para mim, sempre foi achar o coração da história. Com a tecnologia que temos hoje, sei que podemos fazer sempre algo bonito, colorido, mas o mais difícil, o desafio, é encontrar o coração." Parte de uma tradição que começou em Cannes ainda na década de 1940, com a premiação do desenho "Dumbo", da Disney, "Up" escreve um novo capítulo na história do festival ao transportar o público da sessão de gala de abertura ao novo mundo do cinema em tecnologia 3D. "Estou muito feliz. Abrir um dos festivais de maior prestígio do mundo é uma grande coisa nas nossas carreiras, mas o que quero ver mesmo hoje à noite é a imagem de toda essa gente dentro da sala de smoking e óculos 3D", brinca.
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