| Lançamento e Aterrissagem |
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| Por Miguel Leiva | |
| 25 de setembro de 2008 | |
Do Lançamento a Aterragem do Balão a Ar Quente![]() Inflando o balão No dia que antecede o vôo, o piloto se prepara entrando em contato com o serviço de meteorologia para obter informações sobre o clima e condições do vento na área, pilotos cautelosos voam somente quando o clima está perto do ideal para a prática do balonismo obedecendo as regras do vôo visual (VFR) quando o céu está claro e as condições do vento estão normais. Tempestades são extremamente perigosas para balões de ar quente, por causa do perigo de uma queda de raio, e a chuva, porque diminui a visibilidade e prejudica o material do balão e ventos fortes poderiam facilmente destruir o balão. Hoje com os recursos meteorológicos avançados e disponibilizados pela internet fica muito facilitado o planejamento do vôo e o caminho que o balão viajará, e preparar suas manobras quando estiverem no ar. Em campo antes do vôo, o piloto vai soltar uma sonda. Um sonda é um pequeno balão cheio de gas hélio que o piloto libera para ver a direção exata do vento para comprovação de seus prognósticos no local de lançamento. Se parecer que o vento irá levar o balão para um espaço de aereo proibido ou de difícil acessso a equipe precisa encontrar um novo ponto de lançamento. No ar, o piloto usará um altímetro, um variômetro e um termometro que mede a temperatura do ar ambiente e a temperatura no teto do balão, e suas próprias observações para encontrar a altitude certa. Alcançar a altitude certa é um tanto complicado porque há pelo menos um atraso de 30 segundos entre abrir os queimadores e o balão realmente subir. Pilotos de balão têm que operar os controles apropriados um pouco antes de subir, e fechá-los um pouco antes de descer. esse retardo de resposta varia conforme o tamanho e a carga de cada balão, pilotos inexperientes frequentemente sobem muito alto e não conseguem manter-se nivelados em uma mesma altitude. A precisão de operação vem somente com muitas horas de experiência no balonismo. A equipe de balonismo tem muito trabalho do começo ao final do vôo, quando a tripulação infla e desinfla o balão, mas para o espectador, este é um show a parte. Após escolher o ponto de lançamento apropriado, livre e desempedido da rede elétrica e o solo bem limpo para não danificar o balão, é conectado o maçarico e os tanques a cesta, coloca-se o cesto deitado no solo e conecta-se o envelope do balão ao cesto e estende-se o balão no solo, inicia-se então a inflagem com ar frio com um moto ventilador ou ventoinha. Quando o balão ja está com 3/4 de sua capacidade com ar frio inicia-se o aquecimento com o maçarico até que o balão fique em pé, a equipe de balonismo juntamente com o piloto executa o chec list que é uma lista de todos os componente que devem ser verificados antes do lançamento para que não hajam falhas. Os membros da tripulação do solo seguram a cesta até que a tripulação e passageiros estejam a bordo. A cesta do balão está também presa ao veículo da equipe de balonismo, assim o balão não ficará ao sabor dos ventos antes que esteja pronto para o lançamento. Quando tudo pronto, a equipe de solo solta o balão e o piloto aquece o balão até sentir-se flutuando, a medida que o ar aquece, o balão vai se despreendendo lentamente do solo, todo este processo leva somente 10 ou 15 minutos, ja no processo de pouso, com o desinflar e reembalar o envelope do balão, leva um pouco mais de tempo. A equipe de balonismo acompanha o vôo visualmente e em contato permanente com o piloto via radio ele informa possíveis locais de pouso para a equipe de balonismo bem como o tempo estimado para o puso. É preciso encontrar um espaço aberto, onde não haja linhas de energia e tenha bastante espaço para colocar o balão. No balonismo assim como em toda aviação o piloto está atento por locais apropriados para pouso, no caso de haver uma emergência. O pouso do balão pode ser arrastado se os ventos estiverem a mais de 15 km/h, mas um piloto experiente pousará em espaço aberto preferencialmente gramado para que o balão diminua a velocidade gradualmente, se a tripulação do solo conseguiu chegar ao local de pouso, eles ajudarão a segurar a cesta diminuindo o arrasto causado pelo vento. Então o piloto abre toda a válvula do pára-quedas, para que o ar possa escapar pelo topo do balão e a tripulação de terra puxa a corda presa no topo do balão e traz o envelope para o solo para acelerar o esvasiamento, depois do esvasiado o envelope e posto na forma de charuto e a tripulação o embala dentro de um saco, este processo é muito parecido ao de empacotar um saco de dormir . Conforme a tradição centenária do balonismo após o pouso o tradicional brinde com champanha onde também acontece o batismo dos iniciados no balonismo. o comandante da um nome de pista aos iniciados geralmente um nome longo e difícil de ser memorizado, todas as vezes que o piloto encontrar com seu ungino e ele não se recordar seu nome de batismo fica obrigado a pagar uma cerveja. |