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O Primeiro Acidente com Balão no Brasil E-mail
Por Miguel Leiva   
17 de junho de 2008

Acidente no Realengo como Tenente JUVENTINO DA FONSECA
Manchete do Correio da Manhã de 21 de maio de 1908.

Tenente  Juventino da Fonseca  ao abrir a válvula de gás, ela enjambrou não fechando mais e deixando escapar todo o gás. Seguiu-se a verificação dos outros balões e verificou-se que o defeito se repetia em outros.

 

Hermes da Fonseca, então Ministro da Guerra, teve a iniciativa de dotar o Exército brasileiro de meios aéreos. O Brasil, em 1824, durante a guerra contra o Paraguai, já havia realizado um profícuo uso de balões de observação.
Foi, então, escolhido o Tenente de Cavalaria Juventino Fernandes da Fonseca, nascido em 1868, em Minas Gerais, sentou praça em 30 de abril de 1889, e foi promovido a 1º tenente em dez de 1907.Realengo
Em 1908, foi enviado a França a fim de tomar as providencias para a aquisição dos equipamentos necessários e realizar os treinamentos específicos de navegação aérea em balões.
O curso teve como instrutor o engenheiro Louis Godard. Chegou ao conhecimento do Aeroclube da Bélgica que havia um oficial brasileiro especializando-se na atividade, tendo a diretoria do mesmo convidado o Tenente Juventino para uma corrida de balões. Em 15 de setembro de 1907, participou da prova de velocidade e descida realizada em Bruxelas, sendo esta sua terceira ascensão e na qual foi classificado em 4º lugar.    
De volta ao Brasil, em 20 de maio de 1908, realizou sua primeira demonstração as autoridades brasileiras na praça defronte a Escola de Artilharia e Engenharia no Realengo. O balão era cativo com um cabo de 200 metros que o prendia ao solo.
Durante o exercício, devido ao vento, antes de atingir a altura prevista o cabo de retenção partiu-se dando inicio a uma rápida ascensão do balão até cerca de 1000 metros em direção a Serra do Barata. Repentinamente o balão murchou iniciando uma vertiginosa descida, tendo, na queda, falecido o aeronauta.
O Ten. Juventino deixou esposa, D. Angélica, e uma filha Célia, na época, com 14 anos.
Enterrado com honras militares no Cemitério do Caju, sendo seus restos
mortais transladado posteriormente para o Mausoléu dos Aviadores no Cemitério
São João Batista.
Esta seqüência de acidente, investigação e as medidas de verificação dos demais balões foi a primeira investigação de um acidente aeronáutico  seguido de medidas de prevenção e é a prática adotada pelo SIPAER, atual Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos.
Em 08 de agosto de 2003, o EB através de Boletim, concedeu a 1º Bateria de Artilharia Antiaérea, de Brasília, a denominação histórica de “BATERIA TENENTE JUVENTINO DA FONSECA” e o estandarte histórico, em deferência ao sacrifício
da vida oferecida pelo ideal da aviação no Brasil.

Cel. Alfredo  M. Dapena

 
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