| A Invenção do Balão |
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| Por Miguel Leiva | |
| 17 de maio de 2008 | |
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A História do Balonismo ![]() Passarola Em 1709, ninguém, no mundo, tinha voado, embora já tivessem ocorrido algumas valentes cabeçadas, de uns candidatos a voadores, o Padre Bartolomeu de Gusmão escreveu do Brasil, a D.João V, Rei de Portugal (e também do Brasil), dando-lhe notícia que tinha desenvolvido estudos que lhe permitiam acreditar ser possível construir uma máquina de andar pelo ar.
Desventuras de um Padre VoadorBartolomeu de Gusmão já dera provas de grande capacidade imaginativa e matemática, através de inventos úteis, e D.João V acreditou na proposta e mandou vir a Portugalonde, na Universidade de Coimbra, como pretendia, poderia desenvolver os estudos iniciados em Santos. ![]() Bartolomeu de Gusmao Nas ruas de Lisboa, falava-se do padre que tinha um pacto com o diabo e a curiosidade foi aumentando. Ninguém tinha visto mas, ainda assim, um cronista da época relatou o feito e ilustrou a sua notícia com um desenho, produto da sua imaginação, que designou por "Passarola". Foi um momento feliz e infeliz. Feliz, porque o produto da imaginação de um anónimo jornalista atravessou séculos e chegou até aos nossos dias, tendo sido divulgado, em livros escolares, infeliz porque permitiu que o feito de Gusmão viesse a ser questionado por alguns que não atribuem a devida importância. Razões diversas, provavelmente relacionadas com o momento político que se vivia em Portugal, acabaram por determinar o fim do apoio de D.João V ao jesuíta. Abandonado e esquecido, Bartolomeu de Gusmão viveu os seus últimos anos de vida com um irmão, na Espanha, onde viria a falecer miseravelmente. O Triunfo de Annonay
Durante o século XVIII , os temas de navegação aérea eram tratados com sátira e seus homens vistos como loucos, mas também haviam comentários ponderados por parte de estudiosos e cientistas responsáveis. A ciência chegou a ser uma religião e todas as pessoas dedicadas a investigação praticavam o mesmo culto. Nesta excitante atmosfera de inquietude cientifica não é de ser estanhar que, por fim, alguém chegasse a conclusão de que a fumaça ascendente era capaz de sustentar um homem no ar e isso ocorreu em 1782, Joseph Montgolfier, de 43 anos filho de um provinciano francês fabricante de papel, logo trouxe a idéia a seu irmão Etiene cinco anos mais jovem e também mais metódico que se interessava pela sua idéia. ![]() Etienne Montgolfier Em outubro de 1783 Etiene Montgolfier fez uma demonstração com sucesso na Academia Francesa de Ciências na presença do rei Luiz XVI que no momento não permitiu que fosse tripulada por pessoas sendo os passageiros um pato um galo e uma ovelha após, dirigiu subidas com um balão cativo no qual levava apenas um passageiro a bordo.O primeiro vôo livre dos irmãos realizou-se em 21 de novembro de 1783 e os ousados tripulantes eram Pilâtre de Rozier e o Marques de Arlandes , que voaram sobre Paris 8 Km a qual foi vista de sua casa por Benjamin Franklin, na época embaixador dos EUA na França e depois Presidende do EUA (inventor do Para-Raio) J.A.C. Charles e seu blão de hidrogênio![]() Balao Charlier Depois da França na Itália Paolo Andreani voou próximo a Milão com um balão de ar quente em 1784 e no mês de junho do mesmo ano 4 austríacos fizeram o primeiro vôo sobre Viena sem pretender pois o balão cativo se desprendeu ao arrebentar uma corda. CuriosidadesA primeira mulher que subiu abordo de um balão foi a Senhora Thible em 4 de julho de 1784 um observador disse que demonstrou mais coragem que seu companheiro o pintor apelidado de Fleurant. O primeiro acidente fatalO primeiro acidente fatal ocorreu com Pilâtre de Rosie e Pierre Romain construtor do artefato , Pilatre impressionado com a façanha de Blanchard criou um novo conceito de Aeróstato que unia a vantagem do balão de hidrogênio com o balão a ar quente , construiu um balão misto com uma esfera de hidrogênio e um cone com ar quente abaixo para melhor controle vertical alguns historiadores dizem que Pilatre ignorava o perigo mas o certo e que Pilatre depois de obter uma forte subvenção do governo Francês se visse muito comprometido para desistir.A primeira hora do dia 15 de junho de 1875 o balão decolou de Boulogne com vento favorável em meia hora alcançaram 500 m porem com pouca distância percorrida quando de repente uma enorme chama azul seguido de um enorme estrondo o cesto se desprendeu se chocando contra as rochas em Wimereux. Santos Dumont e o balão dirigivel.Nos 100 anos que se seguiram na historia do mais leve que o ar uma luta tenaz se travava no intento de se conseguir a dirigibilidade dos aparelhos, no Brasil Augusto Severo de Albuquerque Maranhão foi o introdutor do dirigível semi-rígido sua primeira aeronave se chamou “Bartolomeu de Gusmão” e foi experimentado em 14/02/1894 em Realengo RJ, morreu em 1902 durante a demonstração de seu dirigível PAX. Graças a Alberto Santos Dumont brasileiro residente em Paris e um dos primeiros entusiastas dos automóveis na capital francesa que em 1898 decidiu comprovar se o barulhento motor de um de seus automóveis era capaz de dirigir um de seus balões. Seu perseverante intento de dirigir um balão foi cercado de azar em uma tentativa uns desordeiros destruíram o dirigível noutra ocasião o motor pegou fogo e depois o vento da hélice lhe deu uma pneumonia no total foram 12 aeronaves . E finalmente em 19 de outubro de 1901 Santos Dumont decolou a bordo de seu pequeno dirigível em busca de um premio alemão de 100 000 francos do Aeroclube da França e conseguiu realizar o primeiro vôo dirigível da historia em Saint Cloud -Torre Eifel. Despertar da CiênciaArquimedes, ilustre geômetra de Siracusa (287 a 312 ac) inventou as roldanas, rosca sem fim, rodas dentadas,o principio da alavanca. Princípio de Arquimedes : A Era dos Dirigíveis![]() Ferdinand Zeppelin A partir de então, virou o transporte do futuro. Com o sucesso do Graf Zeppelin, a empresa do Conde resolveu investir no que seria, durante anos, a maior máquina voadora já construída . O Hindenburg media 234 metros e possuía uma gôndola de dois andares com biblioteca, bar com piano, restaurante para 80 pessoas, varanda, camarotes com suítes e água corrente. Este mastodonte da engenharia aérea foi construído tendo em vista um considerável avanço técnico da época: a descoberta do gás hélio que, sendo mais leve que o ar, não era explosivo como o hidrogênio. Ocorre que, na década de 30, o hélio era um monopólio dos Estados Unidos, que viam com apreensão o surgimento da máquina bélica do Nazismo. Quando Hitler decidiu usar o Hindenburg como propaganda política, estampando enormes suásticas, fechou-se definitivamente o acesso dos alemães ao novo gás inerte. A solução foi utilizar o hidrogênio. ![]() Dirigivel Lz-1 O dirigível parecia tão seguro que logo ultrapassava a marca de 50 viagens, quatro delas para o Brasil, transportando mais de 2.500 passageiros. No dia 04 de maio de 1937, o Hindenburg deixava Frankfurt, com destino a New Jersey, Estados Unidos. A bordo 97 passageiros, todos confiantes no 118º zeppelin produzido na Alemanha. O Hindenburg, na véspera da II Guerra Mundial, estava preparado para atos de sabotagem de anti-nazistas. Revestimentos reforçados protegiam os compartimentos de hidrogênio contra tiros que, freqüentemente, eram disparados, geralmente na direção suástica. No momento de atracar, com muitos parentes já saudando seus recém-chegados, um locutor da rádio local, destacado para cobrir o evento, observa que da traseira do dirigível surge uma bola de fogo. Diante do espetáculo aterrorizante, narra o drama dos passageiros pulando da bola de fogo em que se transformara o Hindenburg. O locutor chora entre as palavras, sabendo que junto com 35 passageiros, morria ali a era dos dirigíveis. Restaram o documento vivo de sua voz e as fotografias da imprensa. Se houve sabotagem a bordo, este segredo foi engolido pela voracidade dos fatos que sacudiriam o mundo anos depois. |
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