Os primeiros Balões de Ar Quente.
Pequenos balões de ar quente ou lanternas eram conhecidas na China desde a antiguidade chamadas de Kongming inventada pelo filósofo e estrategista militar Zhuge Liang 180-234 DC. É provável que esta descoberta tenha esse nome devido ao fato dos chinêses atribuir a grandes descobertas o nome de importantes figuras históricas, e não do real inventor, ou talvez pelo seu formato de chapéu de soberano Chines. E era utilizado para assustar as tropas inimigas, uma tocha com petróleo em um grande saco de papel, o saco e flutuava devido ao aquecimento do ar. Os inimigos ao avistarem tal engenho pela primeira vez acreditavam que alguma força divina, estaria se opondo ao seu ataque. Mas, essas lanternas já estavam documentado anteriormente, e de acordo com Joseph Needham, balões de ar quente ficaram mais conhecidos na China a partir do IIIº século AC. Durante a dinastia Yuan, governantes como Kublai Khan usavam esses pequenos balões, e se tornaram popular nos festivais, e atraiam multidões. Durante o Império Mongol, teriam se propagado ao longo da Rota da Seda na Ásia Central e no Oriente Médio, muito cemelhantes pequenos balões de papel fino e na forma retangular são comuns nas celebrações do Tibete e no festival indiano das luzes, Diwali. No entanto, não há provas de que estes foram utilizados para o voo.
As primeiras tentativas de voo.
Desde os primórdios da história da humanidade encontramos menções de homens voando, na mitologia Grega encontramos a lenda de Pégasso um cavalo alado e o Deus Hermes que tem na cabeça um capacete com asas, e calça sandálias aladas. O antigo mito grego de Daedalus e Icarus que narra o conto de como Daedalus com asas feitas de cera e penas, para que fugisse do cativeiro. Mas Icarus voou perto demais do sol e suas asas derreteram, enquanto Daedelus voou baixo demais e colidiu contra as rochas. Ambos morreram nas suas tentativas de voar.
A arqueologia tem descoberto várias peças de cerâmica e objetos de decoração nas antigas civilisações do Egito, Grécia e Roma que mostravam, meninos soprando em tubos para formar bolhas de sabão, isso indica que essas civilizações já estavam interadas desse fenômeno.
No século XIII Roger Bacon lançou a idéia de que se pudessem construir uma esfera finíssima de cobre e no seu interior não houvesse nada ou o ar presente nas altas altitudes ou seja um vácuo absoluto essas esferam teriam capacidade de elevar-se na atmosfera, a teoria está correta so não foi explicado como um globo construido de finissima lâmina de cobre suportariam a pressão atmosférica, ou de que maneira iria obter o ar de altas altitudes. Durante o século XVII, Cyrano de Bergerac e o Pde. Francisco Lana propuseram a mesma idéia porem as esferas seriam preenchidos com uma substância mais leve que o ar, novamente a teoria estava correta porém não se conheciam nem o hidrogênio, hélio ou as propriedades do ar quente. A primeira tentativa de voo com balões de ar quente.
Em 1709 o Padre Bartolomeu de Gusmão escreveu do Brasil, a D.João V, Rei de Portugal, e do Brasil, dando-lhe notícia que tinha desenvolvido estudos que lhe permitiam acreditar ser possível construir uma máquina de andar pelo ar. Bartolomeu de Gusmão já dera provas de grande capacidade imaginativa e matemática, através de inventos úteis, e D.João V acreditou na proposta e mandou vir a Portugal onde, na Universidade de Coimbra, como pretendia, poderia desenvolver os estudos iniciados em Santos. Assim aconteceu e a 3 de Agosto, Bartolomeu de Gusmão fez voar um pequeno balão de ar quente, pela primeira vez no mundo, na Sala das Embaixadas da Corte de Lisboa, perante a família real, diversos nobres e vários embaixadores estrangeiros. Com alguns percalços, as experiências feitas nos dias seguintes, permitiram comprovar a teoria desenvolvida acerca da maior leveza do ar quente e da possibilidade de aproveitar tal característica numa máquina de voar
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